CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE – CONCEITOS BÁSICOS:

  • 6 de jan, de 2021
  • Guerra do Yom Kippur: Guerra que estourou no ano 1973 na véspera da celebração do dia mais sagrado do calendário hebraico, Yom Kippur (dia da expiação), quando os exércitos egípcio e sírio, com a colaboração de uma dezena de países muçulmanos, atacaram o Estadopara de Israel de surpresa. O início da guerra foi um choque  Israel e os árabes conquistaram algumas vitórias no campo de batalha. No entanto, Israel, no final da guerra, em outubro de 1973, conseguiu reverter a situação e vencê-la, embora o custo muito elevado de vidas humanas e apresentando muitas falhas logísticas e militares. 
  • Acordos de Camp David:
Acordos de Camp David.

Acordos de paz entre Israel e Egito assinados pelo então presidente egípcio, Anwar Saadat e o então primeiro-ministro israelense, Menahem Begin, na residência presidencial de Camp David sob os auspícios do presidente americano Jimmy Carter. No âmbito das negociações de paz, ficou acordado que Israel se retiraria de todo o território conquistado do Egito durante a Guerra dos Seis Dias, com exceção da Faixa de Gaza, que permaneceria nas mãos de Israel. Assim, a Península do Sinai passou para as mãos do Egito novamente em abril do ano 1982.

  • Primeira Guerra do Líbano: Incursão israelense no sul do Líbano com o objetivo de impedir os constantes ataques de grupos terroristas palestinos ali estabelecidos e liderados por Yasser Arafat, contra populações civis no norte de Israel. O resultado foi a expulsão dos grupos terroristas da OLP e de outros para a Tunísia e a ocupação militar israelense do sul do Líbano até 2000.
  • Primeira Intifada: Rebelião popular palestina que estourou no final do ano 1987 contra a ocupação israelense na Cisjordânia e Gaza e teve conotações muito violentas de ambos os lados. Embora no ano 1990 a Intifada tenha diminuído, foi oficialmente encerrada pela liderança palestina com a assinatura dos Acordos de Oslo em setembro do ano 1993.
  • Guerra do Golfo: Guerra entre o Iraque e os Estados Unidos que estourou no final da década de 1990 após a invasão do Kuwait pelo Iraque, liderada pelo então presidente Saddam Hussein. A incursão americana no Iraque teve consequências para Israel, já que Saddam Hussein disparou dezenas de mísseis contra cidades israelenses enquanto a liderança palestina e boa parte do povo palestino comemoravam.
  • Conferência de Madrid: A Conferência de Paz de Madrid foi uma tentativa da comunidade internacional de iniciar um processo de paz entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Síria, Líbano e Jordânia. Idealizada pelo governo da Espanha e patrocinada pelos Estados Unidos e pela URSS, a conferência foi realizada no final do ano 1991, e a principal consequência foi a criação das bases dos Acordos de Oslo.
  • Acordos de Oslo: Acordos de paz assinados entre Israel e a OLP para pôr fim às hostilidades e, ao mesmo tempo, tentar alcançar a criação de um estado palestino independente, o que significaria uma retirada israelense de grande parte da região da Cisjordânia, de Gaza e provavelmente, de Jerusalém Oriental (embora o assunto não tenha sido abordado em detalhes). Os acordos de Oslo fracassaram como resultado dos inúmeros ataques de grupos terroristas palestinos contra a população civil israelense, a inoperância da Autoridade Palestina (criada precisamente no âmbito desses acordos) e, por outro lado, como resultado da morte do Primeiro Ministro, Itzhak Rabin, assassinado por um judeu israelense de extrema direita, no ano 1995.
Acordos de Oslo.
  • Acordo de Paz Israel – Jordânia: Celebrado entre o então primeiro-ministro israelense Itzhak Rabin e o falecido Rei Hussein da Jordânia. Ambos os países já mantinham relações relativamente pacíficas e no âmbito deste acordo, a Jordânia renunciou ao seu direito de exigir a devolução dos territórios da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, conquistados por Israel no ano 1967, deixando a resolução para negociações bilaterais entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina.
  • Retirada do Líbano: Após 18 anos de ocupação israelense do sul do Líbano, no dia 24 de maio de 2000, Israel se retirou unilateralmente. Essa mesma área foi posteriormente ocupada pelo grupo terrorista xiita Hezbollah, que seis anos depois, provocou a chamada Segunda Guerra do Líbano.
  • Conversações de Camp David: Conversações de paz entre o primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, por meio da mediação do presidente americano Bill Clinton, a fim de renovar os Acordos de Oslo. No âmbito das negociações, Arafat recebeu uma proposta concreta para a criação de um Estado palestino independente, que foi rejeitada. As negociações fracassaram e em pouco tempo estourou a chamada Segunda Intifada.
  • Segunda Intifada: Levantamento popular palestino extremamente violento que, ao contrário da Primeira Intifada, foi apoiado, encorajado e até orquestrado pela Autoridade Nacional Palestina. Iniciada em setembro do ano 2000, teoricamente após a visita do então líder da oposição de direita, Ariel Sharon ao Monte do Templo, a Segunda Intifada causou a morte de milhares de pessoas em ambos os lados por mais de três anos. Essa tentativa de revolução palestina levou ao fracasso, uma vez que não só não criou um estado palestino independente, mas uma das consequências foi a construção da chamada cerca de segurança, que Israel construiu em torno da Cisjordânia para evitar os constantes ataques suicidas a que Israel sucumbiu durante este período.
  • Cerca de segurança: Construída por Israel no ano 2002 em torno da Cisjordânia, como resultado dos constantes ataques suicidas de terroristas palestinos contra a população civil israelense, principalmente em grandes centros urbanos. A cerca de segurança gerou muita polêmica na opinião pública mundial, pois uma parte dela (apenas 7% da fronteira) é um muro, e acreditava-se que Israel “estava trancando os palestinos atrás de um muro”, fato que se provou não ser verdade. A razão pela qual parte da cerca é um muro, é para evitar disparos de atiradores palestinos nas rotas israelenses. A construção resultou em uma redução quase absoluta dos ataques terroristas palestinos até hoje.
  • Retirada de Gaza: Retirada unilateral de Israel no ano 2005 pelo então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. A Faixa de Gaza passou para as mãos da Autoridade Nacional Palestina, mas no ano 2007 sofreu um golpe do grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa até hoje. Desde a retirada israelense, as populações civis israelenses têm sofrido constantes ataques de palestinos da faixa, o que levou Israel a realizar diversas operações militares neste território para impedir tais ataques.
  • Segunda Guerra do Líbano: Ocorreu no ano 2006 e estourou como resultado do sequestro e subsequente assassinato de dois soldados israelenses que estavam em território israelense. Forças do grupo terrorista Hezbollah cruzaram a fronteira e cometeram este ato. A guerra, de fato, foi entre Israel e o Hezbollah, que tomou posse de todo o sul do Líbano, criando uma espécie de “estado dentro do estado”. A consequência da guerra tem sido relativamente tranquila na fronteira até hoje, exceto por incidentes isolados.
  • Conversas entre Olmert e Mahmoud Abbas: Conversas realizadas entre o final do ano 2006 e meados de 2008, entre o então primeiro ministro israelense Ehud Olmert e o então (e atual) Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. No quadro das negociações, Olmert ofereceu a Abbas a melhor proposta israelense de todos os tempos, que incluía, entre outras coisas, uma retirada israelense para a linha de 67, a divisão de Jerusalém, a Cidade Velha seria território internacional e finalmente, Olmert concordou em receber 5.000 refugiados palestinos. Essa proposta foi rejeitada pelos palestinos.

Ariel_Horovitz_Diretor_Moriah_Center

M.A. Ariel Horovitz

Fundador e diretor do Moriah International Center.

É formado em Sociologia e História do Povo Judeu pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Gestão e Liderança pela Universidade de Bar Llan, de Israel.

É especializado na área de Liderança na Bíblia e em outros temas relacionados com a história do povo desde os tempos Bíblicos até a atualidade do moderno Estado de Israel.

Oferece conferências e seminários em diversas instituições acadêmicas de Israel, Estados Unidos, México, Brasil, Angola e outros países.

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